Abra Talks debate filtração industrial e sustentabilidade em celebração ao Dia do Combate à poluição (14/08)
Episódio 29 traz o especialista Marcello Vinícius Bernardini para falar sobre sistemas de despoeiramento, inovações, eficiência energética e os impactos da nova Política Nacional da Qualidade do Ar nas indústrias.
Para celebrar o Dia do Controle e Combate à poluição (14/8) e dia Nacional da Saúde (5/8), o episódio 29 do Abra Talks, videocast da ABRAFILTROS – Associação Brasileira das Empresas de Filtros Automotivos, Industriais e para Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Reúso, transmitido na TV Filtros/Youtube, apresenta o tema “Filtração Industrial: eficiência, controle de emissões e sustentabilidade”, abordado por Marcello Vinícius Bernardini, consultor especialista em filtração do ar e sistemas de despoeiramento industrial.
Durante a entrevista, Bernardini falou sobre diversos sistemas de despoeiramento, aplicados em cerca de 90% da indústria nacional, entre elas, siderurgia, cimento, mineração, baterias e borrachas. “São sistemas complexos, envolvem ar comprimido, energia elétrica e muitos cálculos”, comenta o especialista, ressaltando a importância de saber quais os parâmetros operacionais e de desempenho dos equipamentos. “É uma vertente da filtração que cada vez é mais exigida e, por isso, cresce constantemente devido a normas ambientais e segurança do trabalho”, disse.

Segundo o entrevistado, geralmente, os sistemas de despoeiramento estão mais relacionados aos materiais particulados sólidos no caso das indústrias, que precisam ser capturados e não podem ir para a atmosfera. “Elementos bem perigosos para as vias respiratórias e para a contaminação do solo e recursos hídricos”, ressaltou. Para os gasosos, há outros tipos de tratamentos, como lavadores de gases e outros equipamentos que capturam estes poluentes.
Tecnologias filtrantes – Mangas lisas/convencionais ou Plissadas – Ele explicou que vários elementos filtrantes são usados nos coletores de pó industriais, mais de 30, alguns com resistência química, outros mais voltados à resistência térmica ou à mecânica. “Tudo é calculado e todo material de filtração é especificado de acordo com a atividade e parâmetros que vão identificar o elemento correto a ser usado”, esclareceu. Há elementos filtrantes agulhados, de celulose, banhados com resinas químicas, à base de spunlace, spun bonded, grande maioria de elementos sintéticos – poliéster, polipropileno, fibras de PPS. Com relação ao tipo de filtros, segundo o especialista, são mais utilizados os mangas convencionais, tecnologia usada desde a década de 40, presente ainda em grandes equipamentos. “Mangas convencionais continuam essenciais, especialmente, em aplicações com condições extremas de temperatura ou ataques químicos severos”, enfatizou. Mas, os elementos plissados vem ganhando espaço para sistemas de despoeiramento. “Entre as vantagens é que se consegue projetar equipamentos até três vezes menores mantendo a mesma capacidade de vazão, além de otimizar espaço, reduzir consumo de energia e facilitar a troca de componentes”, afirmou.
Inovação e a transformação na indústria – Destacou o avanço da Indústria 4.0, com uso de telemetria, medição contínua de perda de carga e sondas de emissão; e grandes empresas em busca do selo verde.
Legislação, controle de poluentes e sanções – Em 2018, surgiu um projeto de lei que tramitou até 2024 quando se transformou em lei (Lei 14.850/2024), e, agora, está para ser regulamentada. “Ela vai instituir a Política Nacional da Qualidade do Ar e criar um sistema de informação da qualidade do ar, com níveis máximos de emissão de todos os ramos de filtração, dos mercados poluentes e depois vão fiscalizar por meio de satélites”, explicou.
Com relação às sanções, disse que, inicialmente, emite-se uma notificação via órgão ambiental e, em alguns casos, até o Ministério Público entra à frente. Caso a indústria não corrija o problema, aplica-se uma pesada multa.
Na entrevista, Bernardini também destacou outros pontos assuntos como novos equipamentos usados, retrofit, case de uma fábrica de pisos cerâmicos que necessitou de readequação emergencial de filtros para sanar inconformidades apontadas pelos órgãos fiscalizadores e desmistificou mitos sobre a eficiência filtrante, a relação entre fluxo de ar e retenção, o impacto das fumaças visíveis e invisíveis nas chaminés industriais, manutenção preventiva, entre outros.
Para conferir a entrevista na íntegra, basta acessar a TV Filtros no link: https://www.youtube.com/watch?v=yRPwe8mdLTI.
Sobre a Abrafiltros:
Criada em 2006, a ABRAFILTROS – Associação Brasileira das Empresas de Filtros Automotivos, Industriais e para Estações de Tratamento de Água, efluentes e Reúso – tem a missão de promover a integração entre as empresas de filtros e sistemas de filtração para os segmentos automotivo, industrial e tratamento de água, efluentes e reúso, representando e defendendo de forma ética os interesses comuns e consensuais dos associados.
Foto: Divulgação
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