Revisão das condições das sapatas de freio exige verificação de componentes periféricos para evitar falhas e garantir eficiência
Diagnóstico deve incluir a avaliação dos cilindros de roda, além de molas, reguladores e demais componentes do conjunto, para identificar vazamentos, travamentos e desgastes prematuros.
Comumente utilizada no eixo traseiro de automóveis, utilitários, veículos comerciais leves e picapes equipados com sistema de freio a tambor, a sapata de freio é uma peça metálica em formato curvilíneo que possui em sua superfície uma camada de material de atrito, conhecida como lona de freio.
Seu funcionamento ocorre quando o motorista aciona o pedal de freio. Nesse momento, a pressão hidráulica atua sobre o cilindro de roda, que empurra as sapatas contra a superfície interna do tambor. “Ao entrar em contato com a parede interna do tambor em rotação, o atrito gerado reduz a velocidade das rodas até a parada do veículo”, explica Thiago Artencio, Consultor de Assistência Técnica da Fras-le.

Caso seja necessária a substituição das sapatas de freio, Artencio recomenda alguns cuidados para evitar retrabalho e garantir uma manutenção segura.
“A substituição das sapatas exige um olhar atento para todo o conjunto, pois negligenciar componentes periféricos é uma das principais causas de falhas prematuras no sistema”, comenta.
Segundo o consultor da Fras-le, trocar apenas as sapatas nem sempre garante o bom funcionamento do sistema de freio. É fundamental verificar as condições dos cilindros de roda, observando a existência de vazamentos ou travamentos dos êmbolos, além de avaliar o estado do kit de molas e dos reguladores.
“Molas desgastadas podem perder a força de retorno, provocando desgaste prematuro do material de atrito e até mesmo o superaquecimento do conjunto. Já reguladores oxidados podem travar, comprometendo o ajuste adequado e deixando o pedal com altura inadequada”, alerta.
Artencio também chama a atenção para as condições do tambor de freio.
“Instalar uma sapata nova em um tambor ovalizado, com sulcos profundos ou que tenha ultrapassado o diâmetro máximo especificado compromete o correto assentamento do material de atrito”, ressalta.
A recomendação técnica é sempre verificar o diâmetro interno do tambor com equipamento de medição adequado, conforme as especificações do fabricante.
O especialista também reforça a importância de optar por componentes de marcas reconhecidas e fabricados sob rigorosos padrões de qualidade, garantindo a geometria correta da sapata e o coeficiente de atrito adequado das lonas.
“O resultado é um assentamento mais rápido, frenagens progressivas e a redução do risco de retornos à oficina por ruídos indesejados ou perda de desempenho”, finaliza.
Sobre a Fras-le – A Fras-le, líder mundial em materiais para fricção, é uma marca da companhia Frasle Mobility, com portfólio completo de pastilhas de freio, lonas e sapatas para automóveis, veículos pesados, entre outras aplicações, como ferroviário e industrial, atende montadoras e mercado de reposição.
Com fábricas para produção no Brasil, Estados Unidos, China, Índia e Argentina, conta com rede global de atendimento comercial, com produtos alcançando mais de 125 países nos cinco continentes. São mais de 12 mil referências nas linhas de produtos Fras-le.
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