Nakata explica diferenças entre amortecedores convencionais e pressurizados
Tecnologia pressurizada oferece mais estabilidade, precisão e segurança na condução.
Os amortecedores, componentes fundamentais para a estabilidade e segurança veicular, vêm passando por constante evolução tecnológica. Responsáveis por controlar as oscilações das molas da suspensão e evitar que o veículo pule continuamente, eles influenciam diretamente o comportamento em curvas, frenagens, conforto a bordo e aderência dos pneus ao solo.
Entre as principais tecnologias presentes na frota circulante estão os amortecedores convencionais (hidráulicos), os pressurizados (a gás) e, em aplicações mais sofisticadas, os eletrônicos. A Nakata, fabricante de autopeças líder em sistemas de suspensão para o mercado de reposição, esclarece as diferenças entre os sistemas e reforça a necessidade de revisões periódicas.
Convencionais: solução hidráulica mais simples – Os amortecedores convencionais, também chamados de hidráulicos, utilizam um sistema composto basicamente por fluido, pistão, haste, tubos e válvulas internas. Quando a suspensão se movimenta, o óleo é forçado a passar por pequenos orifícios nas válvulas, o que gera resistência e dissipa a energia do movimento.
Essa resistência é responsável por controlar os deslocamentos da carroceria e reduzir oscilações excessivas, contribuindo para maior conforto e estabilidade.
Uma limitação desse tipo de amortecedor é a sensibilidade ao uso severo. “Em situações de trabalho intenso, pode ocorrer superaquecimento do óleo, favorecendo a formação de bolhas (aeração). Esse fenômeno reduz a eficiência do amortecimento e compromete o desempenho da suspensão”, revela Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Nakata.

Os amortecedores convencionais ainda são muito utilizados na frota de caminhões e ônibus.
Pressurizados: maior performance e resposta rápida – Em busca de maior performance e controle dinâmico, surgiram os amortecedores pressurizados. Nesse sistema, além do óleo, é adicionado gás nitrogênio a baixa pressão no interior do componente.
O gás mantém o fluido sob pressão constante, impedindo o surgimento de vazios durante a operação e o fenômeno da cavitação. Com isso, o amortecedor preserva sua eficiência mesmo em uso intenso e sob altas temperaturas.
Entre as principais características, os amortecedores pressurizados proporcionam resposta mais imediata às irregularidades do solo; maior agilidade no controle das rodas, principalmente em altas velocidades ou manobras bruscas; aumento da durabilidade, já que o nitrogênio sob baixa pressão contribui para reduzir a aeração e manutenção das propriedades do fluido por mais tempo, mesmo em condições severas.
Na prática, o sistema pressurizado oferece mais estabilidade e precisão na condução, com sensação de maior segurança para o motorista.
Eletrônicos: ajuste automático conforme o uso – Além dos amortecedores convencionais e pressurizados, alguns veículos de luxo utilizam sistemas eletrônicos de suspensão. Esses componentes contam com gerenciamento eletrônico capaz de ajustar o nível de amortecimento de acordo com o tipo de uso, carga transportada, condição de piso e até o modo de condução selecionado.
O sistema consegue regular de forma dinâmica quantidade de carga necessária em cada eixo e, em determinadas configurações, em cada roda. O resultado é maior estabilidade, conforto e aderência, com respostas adaptadas a diferentes situações de rodagem.
Por se tratar de um sistema mais complexo, o custo de manutenção tende a ser superior ao de amortecedores convencionais ou pressurizados.
Revisões periódicas – Independentemente da tecnologia empregada, convencional, pressurizada ou eletrônica, a recomendação é a mesma: realizar avaliações periódicas do sistema de suspensão. A Nakata orienta que as inspeções sejam feitas, em média, a cada 10 mil quilômetros ou conforme indicação do manual do proprietário, além de sempre que surgirem indícios de desgaste.
Entre os sinais de possível comprometimento dos amortecedores estão: perda de ação por vazamento do fluido, aumento da distância de frenagem, balanço excessivo da carroceria, perda de estabilidade em curvas, ruídos na suspensão e desgaste irregular dos pneus.
Rodar com amortecedores em más condições pode comprometer o controle do veículo, reduzir a aderência dos pneus ao solo e aumentar o risco de acidentes, reforça a fabricante.
Sobre a Nakata – Com mais de 70 anos, a Nakata, marca Frasle Mobility referência na fabricação de autopeças para o mercado de reposição, é líder em componentes de suspensão para veículos leves, pesados e motocicletas. Com pioneirismo, qualidade e compromisso com o mercado, se tornou reconhecida pela alta performance de seus produtos e elevado padrão de serviços, atendendo o mercado nacional e exportação, com linhas completas para sistemas de suspensão, direção e transmissão.
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